quinta-feira, 25 de março de 2010

Indisciplina e vilolência

A indisciplina e violência nas escolas são manchetes que introduzem e fecham os telejornais da actualidade. Como ricem chegado à profissão de professor do 1º ciclo do ensino básico, sinto-me na obrigação conscienciosa de reflectir sobre este assunto.

De facto, apesar de estar a leccionar há pouco mais de um mês, já consegui entender até que ponto a falta de valores e a discrepância social, atinge o panorama escolar.Poderia limitar-me a afirmar que, o motivo para tanta indisciplina, seria a falta ou má educação que os pais fornecem aos filhos, no entanto, e não caindo no cliché actual da culpabilização do outrem, tenho a certeza que grande parte do problema reside precisamente aí.

Agora, pensemos nós (e faço um apelo a todos que são professores), será que os pais têm consciência do grau de adequabilidade da educação que dão aos seus filhos? Será que eles próprios, por fruto do infortúnio das circunstâncias, não receberam a devida educação que possam transmitir aos seus progenitores? De facto, não nos adianta culpabilizar os pais, não nos adianta afirmar de forma perdedora e desistente que a razão para todo este clima hostil seja a “sociedade” estruturada com uma essência caótica e vil.

"Queremos que o stress profissional passe a constar da lista de doenças profissionais dos professores. O segundo aspecto é que a violência exercida sobre os professores passe a ser tipificada como crime público, com todas as consequências que isto tem no actual quadro legal em vigor", defendeu o secretário geral da Fenprof, Mário Nogueira.

Esculpem-se batalhas incessantes entre os sindicalistas e o governo, na idílica tentativa de resolver o problema, quando na realidade, na minha humilde opinião, estão a perder tempo , e talvez a enfatizar o problema. A verdadeira solução reside na esperança que ainda haja professores com a autentica vontade de perceber, entender, e alterar os comportamentos dos alunos.

O Mário Nogueira afirma ser importante contratar animadores socioculturais para que possam acompanhar os alunos nos intervalos. Com ideias deste género provenientes de representantes dos professores, como haverias de ver melhorias no ensino?! Mais uma vez o professor a querer transmigrar a responsabilidade para outras entidades.

A solução reside em nós, professores, sermos capazes de chegar a cada um dos alunos, como seres únicos, e não tipificando-os como “hiperactivos” ou “mal – educados”. Só o conseguiremos se tivermos a sensibilidade de identificar a razão para distúrbios de atitudes e comportamentos, e agirmos prontamente, sem que as dificuldades eventuais desse desafio sejam a razão para lançarmos a culpa e a responsabilidade sobre os ombros dos “pais” e as costas quente da “sociedade”.

É verdade que a escola é o reflexo do que se passa no mundo adulto, mas se os adultos do mundo real se têm vindo a transformar em animais e máquinas consumistas, resta-nos a NÓS PROFESSORES recriar um novo mundo, um mundo onde o respeito mútuo e a fraternidade ainda persistam.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Hay un dicho
que no se sabe lo que se tiene
hasta que se pierde

(perdedor)

Te vi llorar
viviste la monotonía
y te escuchaba hablar
pero era él que te entendía
y me robó ese tesoro de duende
y ahora comprendo el valor
que no se tapan los defectos con pretextos
en cambio siento rencor

Ay ve y dile que lo odio y lo detesto
por tener lo que fue mio aunque
el culpable he sido yo
que hoy lo considero un enemigo
lamentando mi perdida en la batalla por tu amor
recálcale que no duermo de noche
imaginando que en el sexo
el te debora con pasión

Me falta valentía para admitirle
que a tu lado fui un chiquillo
y su hombría superó
agrégale que hoy yo me revelo
envidioso, egoista, impulsivo sin control
por creer que yo era el único
que tu amarías que estúpido fulano
con el premio y yo el perdedor


ah..ah..ah..

the kings...



Lo vi llegar
y no pensé que importaría
y te empezaba a conquistar
convirtiéndote en mi enemiga
y me robó ese tesoro de duende
y ahora comprendo el valor
que no se tapan los defectos con pretextos
en cambio siento rencor

Ay ve y dile que lo odio y lo detesto
por tener lo que fue mio aunque
que el culpable he sido yo
que hoy lo considero un enemigo
lamentando mi perdida en la batalla por tu amor
recálcale que no duermo de noche
imaginando que en el sexo
el te devora con pasión

Me falta madurés
para admitirle que a tu lado
fui un chiquillo
y su hombría superó
agrégale que hoy yo me rebelo
envidioso egoista impulsivo sin control
por creer que yo era el único
que tu amarías que estúpido fulano
con el premio y yo el perdedor

ah..ah..ah..

this is bananas.
who else...
Aventura..

Se apenas saberei o verdadeiro valor quando te perder, prefiro permanecer na ingénua ignorancia do nosso sonho ;)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Silêncio

O silêncio possuía a palavras que queriam ser ditas, o silêncio pôs-se à espreita, e com palavras vastas encontrou um domingo de chuva, estavas vestida de calças da cor da relva, e camisola de lã da cor do sol, entre raios de sorrisos queimados, e saltitares enérgicos, trocávamos trejeitos de cumplicidades, aqueles olhares que duas pessoas trocam quando o que pensam confunde-se com o que sentem.

A chuva oblíqua batia no pára-brisas do carro, enquanto o silêncio, cheio de palavras fartas, se debruçava sobre o muro alto da memória e observava dois corpos unidos, que se confundiam com uma massa aglomerada de pele, dois corpos a respirarem por 4 pulmões, dois corpos que eram guardados pelo mar, e em frente ao mar, no interior do habitáculo do carro eram protegidos do vento frio que insistia em afastar o calor.



O silêncio, tornou-se valente e ousado, e perfurou uma massa de pessoas a ouvir musica que flutuava ao demando mecânico de um DJ qualquer, e surpreendeu-se quando viu os mesmo corpos, desta vês vestidos, a embalarem-se ao som da musica qualquer que o DJ qualquer soltava, os corpos olhavam-se e emitiam sons, trocavam feições, e partilhavam o que eram.



O silêncio esforçou-se arduamente para acompanhar os dois corpos, que distraidamente corriam lado a lado, e pareciam partilhar os mesmos membros, ao silêncio escapou muitas corridas esgotadas, ora aqui, ora acolá.



No silêncio se prolonga as conversas mais interessantes que um dia calhou existir, no frenesim sonoro onde mora o silêncio, reside as palavras que se trocam, e as que nunca foram repartidas.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Improviso de sentimentos

O que as palavras não conseguem expressar, o que os ouvidos estranhos não conseguem filtrar;

O que os olhos não conseguem perscrutar, o que a razão nãp consegue explicar;

O que o coração não consegue suportar...os dedos mexem-se ao ritmo da alma, e em uníssono com o piano derramo emoções que apenas eu sei entender.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ainda somos humanos?!

Com os auscultadores colocados nos ouvidos, ligados ao meu telemóvel, ouvia a minha banda sonora favorita, o ultimo samurai, enquanto corria na passadeira do ginásio, e olhava para o exterior, onde figuravam arvores desnudadas pelo tempo e automóveis que protegiam as pessoas do frio gélido do inverno.

Enquanto corria distâncias no mesmo lugar, a minha mente tomada por uma efervescência muito própria, deambulou para outras paragens, e deparei-me a pensar no poder sobre-humano que, hoje em dia, o dinheiro tem.

As pessoas, na febre lúcida de tentarem acrescentar mais um euro ao seu cofrezinho particular ( hoje em dia as pessoas abrem-se no inicio, e fecham-se no final do dia como se de pequenas empresas bancárias tratassem), tornam-se autênticos animais, comportando-se como tal, mas sempre de uma forma “humana” e “educada”, esperando pelo momento certo para atacar a presa. As pessoas, para acrescentarem mais um euro ao mealheiro de vaidades, gastam tempo em projectos e esquemas, e esquecem-se do tempo em que ainda se dedicavam aos princípios e valores verdadeiramente humanos.

Com a pobreza de muitos , outros enriquecem compactuando com o Diabo, abdicando, gradualmente da alma humana.

Toda esta necessidade de subsistir (porque infelizmente não existe vida sem a moeda que a pode comprar, de carregar e transportar no bolso (hoje em dia uma algibeira já não basta ser feita em algodão, tem que reluzir bordados de ouro) a matéria prima de troca, que permite alcançar a alegria, e para muitos, a felicidade eterna, sobrecarrega com inabalável peso a imperiosa responsabilidade de TERMOS que TER dinheiro.

O tempo dedicado à realização do simples e do belo, àquilo que realmente nos trás e que nos permite dar prazer é excluído das “agendas” ( porque na actualidade, se não tiveres uma agenda é porque não fazes nada na vida, não és nada, não chegas a ter a dignidade merecida por um insecto), é relegada para “quando houver tempo” , ou então é completamente aniquilada pelos “não tenho tempo para X, Y ou Z”

Fico triste ao ver como o ser humano se deixa seduzir compulsivamente pelo poder e peso do dinheiro, da forma como confunde a palavra “amar” e “gostar” com aquilo que lhe permite tecer mais uma linha dourada envolta, ou até dentro em alguns casos, das algibeiras antes simples e belas.

Mete-me repulsa pensar que não conseguirei escapar às garras do superficialíssimo e desumanismo (acabei de inventar este vocábulo) atroz que se verifica nos dias que correm.

Para quê perder um dia, um mês, perder a vida na tentativa de acrescentar mais um euro à fortuna idilicamente sonhada? Porquê se confunde a felicidade com essa viagem sem retorno? Porquê deixamos de apreciar o simples e o bonito? Aquilo que vemos e ouvirmos.

Pois é, o tilintar da moeda torna-se tão alto, tão colossal e arraigado que abafa a voz do espírito, aniquila completamente o prazer que antes houvera em ouvir o próximo.

O poder incessantemente maior do dinheiro está a furtar a identidade humana das pessoas, transformando-as em maquinas desprovidas de espírito e sensibilidade, nega a atenção de nós para nós mesmos e de nós para os outros.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Damien Rice - "Cannonball"

" There's still a lil' bit of your taste in my mouth,
There's still a liltle bit of you laced in with my doubts,
It's still a lilte hard to say what's going on.

There's still a liltle bit your ghost your witness,
There's still a lilte bit of your face i haven't kissed
You step a little closer each day,
That i can't say what's going on.

Stones taught me to fly,
love, it taught me to lie,
life, it taught me to die,
So it's not hard to fall
When you float like a cannonball.

There's still a little bit of your song in my ear,
There's still a little bit of your words i long to hear
You step a liltle colser to me
So close i can´t see what's going on.

Stones taught me to to fly,
love, it taught me to cry,
So come on courage, teach me to be shy,
Cause it's not hard to fall,
And i don't want to sacare her
It's not hard to fall
And i don't wanto to lose
It's not hard to grow
When you know you just don't know"


sábado, 19 de dezembro de 2009

Metamorfose

Sinto-me como uma borboleta que bate enérgicamente as asas, esvoaçando pelos recantos do tempo esplorando a paisagem sem lhe poder tocar. Do embrião larvário se libertou, e com cores diferentes foi olhando os vastos céus, as pessoas que lhe foi surgindo, rostos diferentes, e foi tambem vendo os mesmos rostos desaparecendo... a pequena larva desenvolveu-se trespassada pelo inevitável tempo, e cresceu exibindo as cores das suas asas, cada vez mais intensas de diferentes misturas, de cores frias, e tambem cores quentes. A pequena borboleta, apesar dos milhares de batimentos voadiços, dos diferentes rios que tenha voado, dos inumeros polens aspirados dos imensos campos sobre os quais pousara, a pequena borboleta permanecera a mesma, nada nem ninguem lhe roubara as cor que pintara as suas asas desde a nascença, mas ninguem sabia distingui-la das outras mais, a pequena borboleta perdera a sua identidade, nao sabia quem era, nem conseguia prescrutar a verdadeira essência dos que a rodeavam.