Sinto-me como uma borboleta que bate enérgicamente as asas, esvoaçando pelos recantos do tempo esplorando a paisagem sem lhe poder tocar. Do embrião larvário se libertou, e com cores diferentes foi olhando os vastos céus, as pessoas que lhe foi surgindo, rostos diferentes, e foi tambem vendo os mesmos rostos desaparecendo... a pequena larva desenvolveu-se trespassada pelo inevitável tempo, e cresceu exibindo as cores das suas asas, cada vez mais intensas de diferentes misturas, de cores frias, e tambem cores quentes. A pequena borboleta, apesar dos milhares de batimentos voadiços, dos diferentes rios que tenha voado, dos inumeros polens aspirados dos imensos campos sobre os quais pousara, a pequena borboleta permanecera a mesma, nada nem ninguem lhe roubara as cor que pintara as suas asas desde a nascença, mas ninguem sabia distingui-la das outras mais, a pequena borboleta perdera a sua identidade, nao sabia quem era, nem conseguia prescrutar a verdadeira essência dos que a rodeavam.
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