
Deixo de existir quando a tua boca se mexe,
Fixo-me nesses breves momentos em que não existe mundo
Não existem pessoas, não existem sons, não existem formas,
Transformo-me em nada, desfaço-me em mil e um pedaços de mim,
E tento reencontrar cada pedaço em cada espaço teu,
Quero poder sentir que algum do teu espaço também e meu.
Irrito-me involuntária e imperceptivelmente quando,
No teu jeito distraído, pareces fingir que não me ouves,
Derreto-me quando me poisas o teu olhar expressivo,
E percorro cada rio de pele que perfila o teu rosto,
Comandando o navio imaginário que veleja o teu corpo.
Arde em mim o fogo da paixão, consome-me cada chama,
Cada lume que nasce do pensamento de sentir, da incerteza
Do não saber, do desconhecido que conheço, das aguas tempestivas,
Que formam o lago calmo e translúcido.
Fixo-me nesses breves momentos em que não existe mundo
Não existem pessoas, não existem sons, não existem formas,
Transformo-me em nada, desfaço-me em mil e um pedaços de mim,
E tento reencontrar cada pedaço em cada espaço teu,
Quero poder sentir que algum do teu espaço também e meu.
Irrito-me involuntária e imperceptivelmente quando,
No teu jeito distraído, pareces fingir que não me ouves,
Derreto-me quando me poisas o teu olhar expressivo,
E percorro cada rio de pele que perfila o teu rosto,
Comandando o navio imaginário que veleja o teu corpo.
Arde em mim o fogo da paixão, consome-me cada chama,
Cada lume que nasce do pensamento de sentir, da incerteza
Do não saber, do desconhecido que conheço, das aguas tempestivas,
Que formam o lago calmo e translúcido.
Sem comentários:
Enviar um comentário