Somes-te vagarosamente entre os teus desejos saciados e a minha fome ininterrupta,
Desces pelas estrada perigosa da luxúria carnal em direcção ao pecado mais profano,
E negas-me um dos bens mais abençoados da virtuosidade humana.
És a podridão escondida no fogo de artifício que vem tentar consumir o que de decente ainda existe.
Tenho tanto receio de me perder nessa escadaria, desvendar os pecados da alma profundamente cravados no esquecimento do espírito.
Esvai-te de luz enquanto delongo-me num beijo torcido de sabores verdadeiros e, nesse instante deixa-me perpetuar distante de pantominas.
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