Não pretendo com este pequeno deambular de ideias, impingir nenhuma verdade, não expero que o leiam ou que em vós se forme alguma componente critica, até porque como é congénito do meu insignificante ser, apenas relato pensamentos vindos do canto menos racional do cortex "cerebral".
Pois bem, é uma manhã de domingo, e como todas as manhãs de domingo deixo-me enrredar noutras existencias, e tento por berves momentos criar uma fuga ao mundo real, e entao, no caminho para casa, vindo do cafézito, deparo-me, como muitas outras vezes, a reflectir sobre todo o que está para além das imagens desse, que para mim, é um grande ( rico) filme, o último samurai. Começando pelo lado visível e audivel, teria que deixar o meu testemunho de zelo para com o memorável compositor Hans Zimmer que conseguiu reunir num só album uma tempestade de sons que se entrelaçam perfeitamente, tais homens e mulheres num coito harmoniozo. Nunca antes e nunca depois consegui disfrutar de uma banda sonora que se enquadrasse tão maravilhosamente no filme, arrisco-me a dizer que a banda sonora do último samurai é o guião que vai para além das palavras proferidas, é o mar condutor do real ao sentido...de qualquer maneira, penso não vos estar a tocar minimamente, nem superficial nem bem lá no fundo, pois é muito pessoal, todos os sentimentos vividos pelas personagens, transpirados pelas melodias trágico - dramáticas.
Agora, prescrutando-me ao lado não visível do filme ( irónico não é, se a essencia do filme subsiste nas imagens), sem querer relegar a importância do já referido, a coração que bombeia a lógica generativa do filme encontra-se ocultado no entanto é passivel de ser vista por mentes alargadas ( e mais tarde hei de explicar isto de consciência alargada )...não querendo entrar em pormenores, penso que o filme além de retratar uma época da história da humanidade, época essa que remonta à revolução industrial, assim como que a irrecusável submissão dos mundo Oriental a essa sedução que é a evolução material, virus teve o seu germino no Ocidente. Isto é o que é visivel, é o contexto que o filme proporciona para tratar de valores mais humanos, e tenta ilustrar o que vai acontecendo na actualidade.
O homem oriental afigura-se como a força que liga o lado humano do Homem ao terreno, ao de mais puro e de mais básico. Não conhece a máquina, realiza todas as suas tarefas artesanalmente...aonde quero chegar é que inevitávelmente o Homem está confinado á sua auto-destruição, quanto mais sabe mais quer ficar a saber e mais cede às tentações do "pecado"...(to be continued)...
Sem comentários:
Enviar um comentário